domingo, 17 de abril de 2011


Composição geométrica

Composição moldura




A composição fotográfica é a arte de arranjar harmoniosamente os elementos e o todo para que fiquem organizados de forma equilibrada e visualmente agradável.
No exercício de hoje faremos experiências com molduras naturais e a difícil arte da harmonia geométrica.
Na composição da moldura utilizei as partes de uma porta de treliça que serviram de moldura para o rosto da minha colega Fabiana Dias, o azul da porta deu um charme todo especial à fotografia já que estávamos num lugar de sombras, sem cores. O espaço era muito pequeno (um corredor) e não foi muito fácil encontrar o ângulo adequado para que os dois lados desta minha moldura ficassem simétricos, contudo, o resultado agradou aos que visualizaram a foto na câmera, ainda mais pela presença marcante da belíssima Faby e seu olhar misterioso e exótico.
Na foto seguinte utilizei uma noção de harmonia geométrica, considerando que nos lugares onde fui não encontrei nada que tivesse uma forma geométrica marcante, então me lembrei das antigas caixas-d’água da UFRB de Cruz das Almas, e o resultado foi este: Alguns elementos - como a caixa d’água, o trator em uma rampa, um homem (meu marido... Hehehe!) e a enorme e centenária mangueira - distintos em suas formas e tamanhos, porém dispostos de forma que cada elemento tivesse seu destaque na fotografia de forma harmoniosa.
A fotografia em foco, em primeiro e segundo plano, não foi possível fazer com a câmera digital Cannon do CAHAL e também com a minha Sansung portátil, porém, postei fotografias não feitas por mim, apenas para demonstração da tarefa pedida. Vejamos: A primeira tem o foco em primeiro plano e a segunda o foco está em segundo plano.

Foto: Adilson Martinez




domingo, 3 de abril de 2011

Perspectivas



Várias perspectivas:



Para este exercício, fotografei o mesmo objeto de vários ângulos, utilizei uma taça com água (gelada e outras com água natural para criar efeitos) sobre um puff preto encostado numa parede. Daí, fui modificando o posicionamento da câmera. Utilizei também nessas fotos a noção de iluminação e regulagem da câmera, mencionadas no trabalho anterior.


Jogo de Luzes


Este exercício faz-nos perceber quanta importância tem a iluminação ao fotografar. São detalhes que se ocultam e se mostram a depender da intensidade da luz e do seu direcionamento.
Vejamos:
A câmera utilizada nesta edição foi uma Sony Cybershot 10 mp.
Neste experimento montei um fundo infinito utilizando um tecido branco sobre uma mesa de computador (o tecido não tinha uma trama muito fechada e não deu um aspecto totalmente uniforme), sobre este fundo branco posicionei um pequeno objeto de aquário, tipo ruínas feita em gesso e pintada com tinta meio florescente.
Foto 01
 Nesta primeira foto utilizei flash e deixei a câmera no automático, no alto (como um teto) coloquei um espelho grande, para refletir a luz do flash e do monitor do computador que estava iluminando na lateral direita, porém o espelho ficou mais inclinado para a frente do objeto e não exatamente sobre ele, para provocar uma sombra ao fundo da ruína.
Eis o resultado: A incidência de luz sobre o objeto deu luminosidade suficiente para modificar a cor original que é laranja, ficando, portanto, amarelo, a tinta florescente da ruína também contribuiu para este resultado.
Podemos também perceber que a parte superior do objeto está mais   iluminada devido ao reflexo da luz no espelho.                                               

Foto 02
Para esta foto retirei o flash e utilizei o ISO, porém não sei exatamente a posição já que não marca na câmera.
O espelho foi retirado e mantive a luz do monitor que iluminou por detrás do objeto pelo lado direito, o que provocou uma sombra no lado esquerdo inferior do objeto. E assim foi tirada esta segunda foto, com pouca luz, nada além da florescente da sala que ilumina o ambiente por igual e a luz do monitor do computador. O suficiente para criar este efeito aceso na peça, já que a tinta florescente reflete com qualquer incidência de luz direcionada.

domingo, 20 de março de 2011

Fatos e Fotos




-Tapa um olho, pra poder ver! Dizia minha mãe.
E eu respondia: - Ah, é mesmo, olha lá a vovó na Igreja da Lapa!
Esse foi o meu primeiro contato com fotografia: Eram os antigos negativos no binóculo, lembra? Aqueles pequenininhos que precisava encostar o olho na lente para ver. Eu deveria ter uns 5 anos apenas. 

Cresci um pouquinho e minha mãe me chamava a atenção: - Não se desarrume menina, que vou chamar o fotógrafo!... Era quando eu chegava da escola com a fantasia da data festiva (Páscoa, Dia do Soldado, Dia do Índio, etc) - Nossa! Que expectativa!!! Eu ficava ali, esperando, quase imóvel... rss. Fora isso só em missas festivas, o fotógrafo já ficava na porta da igreja esperando a bênção final do padre para atender os que queriam tirar fotos ao altar, e lá íamos nós pra fila tirar "retrato", como diziam na época.

Nos anos 70 só tinha câmera fotográfica em casa quem fosse rico, então se pagava por cada foto em preto e branco e a entrega da foto só depois de uma semana, no mínimo, pois o fotógrafo teria que ir à capital pra revelar. 
Então foi dessa forma que o álbum de família foi se formando, já que meus pais nunca tiveram uma câmera fotográfica. 

Somente depois de adulta que uma das minhas irmãs comprou uma câmera, já no meado dos anos 80, era ainda o tempo das analógicas, todo mundo lá em casa dava uma de fotógrafo, mas era uma decepção quando, após revelar o filme, se descobria que metade havia queimado ou as fotos estavam sem imagem por causa do famoso dedão na frente, quando não tremidas, aff! Porém, com o tempo fomos aprendendo.

Não poderia deixar de registrar aqui que algumas fotos apenas tenho guardadas na memória, fotos de papel que se perderam, que não foram digitalizadas a tempo... Uma delas é uma das fotos mais marcantes para mim: Uma em que o meu marido (estamos juntos há 25 anos) e eu estávamos numa praia, ele me carregou e correu para a água; uma prima tirou, portanto, duas fotos: a que coloquei no mosaico, que estamos meio de lado, e outra com perfil mais de frente que foi tirada quando, ao parar na espuma das águas, a onda formou um coração ao redor dos seus pés. O resto do filme queimou ao revelar e isso deu um tom rosado à fotografia. Realmente, ficou muito bonita. Mas infelizmente a foto foi perdida depois de alguns anos.

Sempre fui apaixonada por fotografia e por muito tempo dizia que queria um curso profissional, mas nunca tive a oportunidade, então me contentava em ser a fotógrafa amadora da família, aquela que registra tudo.

Recordo o tempo em que fotografia era algo muito sério, quase formal, onde as pessoas faziam poses estáticas, impondo respeito à sua própria imagem, sem muitas caras e bocas como vemos hoje. Porém, viva a era digital, não é mesmo?!
Como é interessante podermos flagrar os momentos, as pessoas exatamente como são, de forma inusitada, surpreendente, mostrando tudo e todos desnudos de máscaras e poses, com nossas câmeras possantes ou escondidinhas no celular.

Já perdi a conta dos milhares de fotografias que tenho arquivados no computador, mas não deixo de imprimir também e colocar em porta-retratos e mosaicos nas paredes da casa. São fotos das três gerações da minha família, sem falar dos amigos que sempre aparecem me pedindo para fazer um book... E olha que dá certo, hein?! Sai cada foto muito interessante, bem enquadrada, buscando expressões e boa iluminação, porém ainda não consegui obter uma câmera de muito boa qualidade. Enquanto isso, qualquer uma serve, até celular! O importante é fotografar!